Dados Históricos

Não é apenas em nosso tempo que a questão da música sacra não é obedecida. Durante os séculos XIX e XX, estava mui difuso o estilo teatral e operístico nas missas da Europa. Por mais de um século, o canto gregoriano e a polifonia sacra estiveram em oblívio e as formas musicais profanas tomaram conta das composições sacras de então.

Peças musicais longas, com arranjos exagerados, nas quais ficava evidente o talento dos cantores, músicos e compositores, mas não o texto que era cantado e mui menos a sacralidade da liturgia. As Missas transformaram-se em verdadeiros concertos e os fiéis em espectadores. No entanto, na Alemanha surgiu um movimento de leigos e sacerdotes, inspirados nas redescobertas de obras do período Barroco, as quais trouxeram um novo interesse nas formas musicais “antigas”, em especial as polifonias renascentistas. Paralelamente a isso, na França, ocorria através dos árduos labores dos monges da abadia beneditina de Solesmes, guiados pelo monge Dom Prósper Guéranger, o resgate do Canto Gregoriano, fazendo outrossim renascer o interesse em restaurá-lo na liturgia da Igreja. Todo esse movimento de resgate da música sacra foi chamado de Cecilianismo, em referência à Santa Cecília, a excelsa padroeira dos músicos. Os ideais desse movimento cecilianista incluíam: o resgate do canto gregoriano e da polifonia; a composição de novas músicas em que prevalecesse o texto sagrado; o predomínio do órgão na liturgia desde que fosse utilizado de modo a apenas sustentar as vozes; e, em especial, defendiam que os fiéis deveriam cantar também, e não apenas assistir a um recital.

Esse movimento difundiu-se pela Europa, mudando aos poucos a cena musical de nações como Alemanha, França, Bélgica, Espanha, até chegar à Itália. Um dos grandes nomes de tal movimento, o padre Lorenzo Perosi, foi um dos responsáveis por introduzir à Itália tais ideais, inspirando seu grande amigo Papa São Pio X a escrever seu célebre Motu Proprio Tra le Sollecitudini, o qual, consoante já mencionamos, rege a música sacra até hoje.

Foi, portanto, um movimento providencial, gradual e deveras eficaz, cujo objetivo era restaurar a música sacra nas Igrejas e fazer cumprir-se o que a Santa Igreja, regida pelo Espírito Santo através dos papas, pede-nos em seu sagrado Magistério.

© 2018 - Movimento Cecilianista do Brasil.

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